sábado, 11 de novembro de 2017

A Carta de Shawn - Parte 4

"Antes de eu sair da casa depois de eu matar os assassinos de meu tio e minha tia, eu acabei levando os celulares deles e tentando achar pistas na casa deles. Eu tinha pegado os celulares, mas todos estavam bloqueados e então, não tinha como eu fazer nada. Procuramos pistas e nisso, achamos algumas fotos que mostravam os membros do grupo deles. Algumas dessas fotos mostravam a foto de todos eles (ou não) em uma lugar que não tinha como eu saber onde é, achei que era provavelmente a base deles ou uma das casas deles. Todos estavam com armas e facas na foto rindo e sorrindo como se estivessem comemorando algo. Outras fotos mostravam eles comendo churrasco em uma mesa de uma casa. Eles estavam em uma casa ao lar livre, com piscina. Aquela casa não me era estranha, achei que vi ela em algum lugar, mas eu logo tirei isso da minha cabeça, pois já fui em casas parecidas. Outras fotos mostravam eles tomando banho de piscina, alegremente. Logo achei que as fotos eram antigas, pois aparentemente eles com certeza iriam tirar fotos pelo celular. Essa minha desconfiança eu confirmei, quando eu vi que todas essas fotos foram tiradas no dia 16 de setembro de 2007 em um domingo, por estar escrito a data digitalmente na foto, o que era natural. Uma foto me chocou muito, que me fez ficar um pouco de nervoso. Tinha uma foto, que era a última delas, que mostrava dois homens segurando uma mão humana. Além disso, no fundo da foto, tinha um quadro com uma pintura de uma flor amarela. Não me assustou exatamente por causa da mão humana, mas por aquele quadro ser parecido com um quadro que meu tio, que foi assassinado por eles mesmos, pintou. Meu tio era pintor e eu nunca tinha visto em minha vida um quadro igual ao do meu tio. No mesmo ano em que as fotos foram tiradas, foi o ano que meu tio se mudou para o campo. As contas batiam e eu fiquei muito surpreso e eu decidi ir para aquela casa, junto aos policiais, para ver se aquela é a casa onde eles moram. Uma coisa que não fazia muito sentido era o porquê de meu tio deixar o seu quadro em sua casa, ele sempre foi muito apegado aos seus quadros. Pra eu ter 100% de certeza, eu cheguei em casa, peguei umas fotos da casa do meu tio com minha família e sim, realmente a casa dos assassinos foi a casa dele, que ele vendeu. Mas, me perguntei logo: Por que os assassinos queriam comprar a casa de meu tio, porque logo a casa de meu tio? Eu nunca mostrei a minha família para a mídia, nem mesmo minha mãe. Sei que meu tio nunca venderia a casa pra assassinos, ele era uma boa pessoa e os assassinos comprarem a casa de meu tio não foi nenhuma coincidência. Eu logo me arrependi por matar os oito assassinos de meu tio com os policiais, pois eu podia ter feito muitas perguntas para eles, para descobrir mais coisas. Bom, depois disso, eu liguei para os policiais, pedindo para me acompanhassem para irmos para a antiga casa de meu tio avô para vermos se os assassinos ainda moram lá. Como nas fotos tinham quase trinta homens, eu decidi juntar uns quarenta policiais, para caso se encontrássemos eles lá, poderemos prender eles ou talvez matar eles, por legítima defesa. Acabei pagando para eles vierem comigo e depois disso, minha esposa disse pra mim que tem medo de eu toda hora sair de casa para resolver esse caso. Eu disse que tudo vai dar certo e que nada vai acontecer comigo e abracei fortemente ela, para acalmá-la. Saí de casa, entrei nos carros dos policiais e começamos a viagem. Apenas duas horas depois chegamos em frente a casa. Eu estava nervoso, com medo de algo acontecer comigo e até de deixar minha esposa viúva e de deixar meu filho(a) sem pai. Um dos policiais tocaram a campainha e depois de minutos, uma mulher atende o portão.





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