sexta-feira, 27 de outubro de 2017
A Carta de Shawn - Parte 2
"Um grande acontecimento me destruiu por dentro e na hora que eu soube disso, eu sinceramente, não soube expressar para minha esposa, chamada Jadis. Uma tia minha, que inclusive já foi esposa de meu tio assassinado, foi assassinada também dentro de sua casa. Minha esposa chorou muito, pois elas eram muito próximas e muito mais que amigas. Mais uma vez o programa New Crimes queria fazer um episódio deste caso e mais uma vez eu neguei a satisfação para os produtores do programa e falei para eles que ninguém deve se meter em coisas pessoais minhas. Mas claro, as pessoas que viam o programa já sabiam sobre o assassinato de meu tio e ficaram sabendo também do assassinato de minha tia, mas não deixei que filmagens rodassem na casa dele, pois como já disse, eram coisas pessoais minhas. Eu fui para a casa de minha tia para investigar sobre o caso do assassinato de minha tia. Estava nervoso, triste, pois eu gostava muito de minha tia, mas tentei ser frio com o meu trabalho. Procurei pistas e mais uma vez, encontrei uma arma ao lado de seu corpo. A arma tinha 4 balas, assim como foi a arma que eu encontrei ao lado do corpo de meu tio. Pior ainda, a arma tinha uma mancha de tinta vermelha. E por incrível que pareça, a arma que ficou ao lado meu tio, também tinha uma mancha vermelha. Eu fiquei extremamente paralisado na hora e com uma grande falta de segurança na hora. Eu estava com a arma que estava ao lado de meu tio na mão e vi que as duas tinham mancha vermelha. Eu estava com alguns policiais de companhia e mais uma vez eu não soube expressar o meu sentimento profundo de desespero por dentro. Se já não bastasse as coincidências, tinha outra coincidência. Atiraram na testa de minha tia, assim como também na testa de meu tio. Logo depois disso, eu fiquei com tanta raiva, que comecei a quebrar os objetos da casa dela sem parar. Os policiais tentaram me acalmar, mas eu não consegui. Eu procurei se tinha algo importante no bolso na roupa do corpo de minha tia e achei um papel. Eu abri esse papel que estava dobrado e ao eu abrir ele, vi uma mensagem escrita a caneta que era "Estamos de olho". Eu logo rasguei este papel e joguei no lixo e continuei a procurar pistas na casa, mas nenhuma achei além das pistas que eu encontrei. Levamos o corpo para o cemitério e eu e os policiais enterramos ela. Eu voltei para casa e encontrei minha esposa chocada com a situação. Ela revelou para mim que estava grávida e que estava com muita depressão. Ela apenas revelou essas duas coisas apenas naquela hora e eu tentei fazer com que ela ficasse feliz, mesmo eu estando muito estressado e chateado naquela hora. Eu fingi para ela que estava feliz por ter um filho e apesar de meu estresse diminuir por causa da revelação dela estar grávida, eu fiquei mais preocupado ainda. Pois nunca ouve um ataque a minha família antes e fiquei com medo dos assassinos quererem ferir minha esposa, meu futuro filho e eu, mas eu estava bem mais preocupado com minha esposa e meu filho do que de mim mesmo. Eu levei ela para o psiquiatra e um psiquiatra começa a tratar ela da depressão, que estava muito forte e que tinha risco de meu filho na barriga dela morrer por causa da tristeza de minha mulher por essa doença. Dias depois, eu recebo uma notícia do delegado, de que os policiais que estavam comigo no bar desapareceram. Segundo os relatos do delegado, eles ficaram mais dois dias no bar para esperarem os homens que usam roupas pretas chegarem no bar. Depois de mais dois dias dos homens não irem ao bar, eles foram para a estrada que vai até a cidade para verem se os homens ficavam por perto. Nisso, eles simplesmente desapareceram depois disso, segundo o que o delegado disse. Eu voltei para a comunidade da fazenda de meu tio avô para investigar sobre o caso. Eu perguntei para os moradores por onde da estrada que eles foram. Eles disseram que foram para a esquerda. Eu também perguntei os nomes de cada homem e eles conseguiram me dizer seis dos nomes deles. Um morador, que fez amizade com aqueles caras, disse que ouviu uma conversa entre um homem deles e o outro. Segundo ele, essa conversa entre eles explica onde possivelmente eles podem terem ido. Um deles disse nessa conversa, que eles devem ir para a base deles em frente a uma rodovia chamada "Rio Mendes". As palavras que ele escutou foram "Não vamos fazer compras no mercado, talvez iremos permanecer na nossa base em frente a Rio Mendes, iremos fazer amanhã". Como esse morador tinha chegado de viagem, ele não soube antes do assassinato de meu tio. Tirei a conclusão de que esses homens moram em frente a rodovia Rio Mendes e de que são os assassinos de meu tio. A outra conclusão que tomei era que eles talvez poderiam ser terroristas que estivessem querendo se vingarem de mim por eu dar fim em muitos crimes. Desconfiei que os bandidos que eu já investiguei e fiz com que fossem presos, possam ter participado do grupo deles.
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